sexta-feira, 6 de junho de 2014

Pré Sal

Há 130 milhões de anos a América do Sul e a África começavam a se separar fisicamente. E, na rachadura entre os dois continentes, um caldo de matéria orgânica foi se acumulando. Enterrado então por uma imensa camada de sal e por sedimentos, esse cemitério de plâncton cretáceo se tornaria o novo passe para o "país do futuro".
Quais os desafios para extraí-lo ?

Ø  ILHAS FLUTUANTES
Ø  FURA, FURA, FURA
Ø  DUTOS PODEROSOS
Ø  ANTICHOQUE TÉRMICO
Ø  GÁS

Mais se acharmos petróleo no fundo do quintal, estaremos ricos ?
Não, infelizmente. Se acharmos nós  temos que pagar “royalties”. Hoje 30% dos royalties vão para a União, 26,25% para estados produtores, 26,25% para municípios produtores, 8,75% para municípios atingidos pelo transporte do petróleo e 8,75% para demais estados e municípios.
O motivo dessa divisão é que os royalties servem para compensar estados e municípios produtores com o que gastarem em infraestrutura, e compensar danos ambientais.

Vão surgir empregos na indústria química, estaleiros e a educação, pois já surgiu cerca de 100 novos cursos superiores voltados pro petróleo, a maioria para tecnólogos.

Comissão da Verdade

  No ano de 2012, o Governo Federal nomeou um grupo de juristas e professores incumbidos de integrar a chamada Comissão da Verdade. Tal comissão tem por objetivo realizar investigações sobre os vários crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1937 e 1985.  Nesse recorte temporal há interesse especial em buscar os crimes que aconteceram nos dois regimes ditatoriais desse período: o Estado Novo, criado no governo de Getúlio Vargas entre 1937 e 1945, e a Ditadura Militar, ocorrida entre 1964 e 1985.
  A importância dessa ação se concentra em revelar vários incidentes de abuso de poder onde, usualmente, agentes que representavam o governo promoveram prisões, torturas e mortes que contrariavam o respeito aos direitos humanos e a constituição de uma cultura democrática no país. Para tanto, uma série de arquivos mantidos sob sigil
o serão consultados e nomes envolvidos em tais incidentes serão chamados com o intuito de depor nessa mesma comissão.
  Ao contrário do que alguns sugerem, a Comissão da Verdade não terá poderes para realizar processos criminais contra as pessoas que comprovadamente cometeram algum tipo de crime dessa natureza. Tal poder punitivo, principalmente no que se refere aos fatos ocorridos na Ditadura Militar, não existirá, pois, no ano de 1979, o governo brasileiro assinou a Lei da Anistia, que concedeu perdão aos militares e militantes de esquerda.
  Segundo algumas estimativas preliminares, a Comissão da Verdade terá a missão de cumprir a investigação de mil crimes acontecidos nessa época. Uma primeira lista de crimes foi produzida pela Comissão da Anistia e pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, que contabilizou mais de 450 incidentes. Uma segunda foi organizada pela Secretaria de Direitos Humanos e cita 370 vítimas. Por fim, ainda há 119 vítimas que surgiram por denúncias diversas.
  Mesmo não tendo função punitiva, a Comissão será bastante importante para revelar uma série de ações que marcaram essa época. Até hoje, temos uma guerra de versões sobre diversos fatos dessa época. A partir do trabalho da comissão teremos a exposição pública de uma série de documentos que poderão aprofundar nossa compreensão sobre a história brasileira e, principalmente, reforçar as lutas que marcaram a consolidação do regime democrático em nosso país.
  É importante frisar que o trabalho da Comissão da Verdade não pode ter a pretensão de impor uma visão única sobre a verdade desse período.  Antes de qualquer coisa, devemos esperar da comissão uma oportunidade de compreender melhor a nossa história. Ao mesmo tempo, a partir da publicidade dos documentos, será possível realizar outras e novas pesquisas capazes expor novas perspectivas de entendimento e verdades sobre os períodos em que os direitos individuais e a democracia foram seriamente violados.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Os " Famosos" Rolezinhos !


Video de Cauê Moura, um dos videos que mais fazem sucesso entre as pessoas,por sua critica sarcástica aos rolezeiros. 

O que são " Rolezinhos" ? suahsua

Os rolezinhos são encontros marcados pela internet por adolescentes e começou em dezembro do ano passado. Normalmente os participantes são jovens pobres, a maioria negros, querendo se divertir. No começo, os eventos eram convocados por cantores de funk, em resposta a um projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital paulista.

Incomodados com a multidão de jovens cantando refrões de funk ostentação nos corredores, a direção de seis shoppings paulistanos tiveram o respaldo de decisão judicial para fazer a triagem de clientes. A repressão policial aos participantes também gerou repercussão.

Os eventos continuam a ser promovidos, mas agora por todo o país, como forma de protesto contra o preconceito e segregação social. Até agora foram mais de 30, apenas na capital paulista.

Linha do tempo

Os Rolezinhos
Final de 2013 — Encontros reúnem centenas de jovens da periferia nos shoppings de São Paulo. Entre os primeiros eventos, estavam atos organizados por cantores de funk em resposta à aprovação de um projeto de lei que proibia bailes nas ruas da capital paulista. Proposta foi vetada pelo prefeito Fernando Haddad neste ano.

Início de dezembro — Comerciantes do Shopping Aricanduva, na Zona Leste, tiveram de baixar as portas durante um tumulto seguido de diversas tentativas de roubo às lojas durante o rolê.

Sete de dezembro — Cerca de 6 mil jovens haviam ocupado o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera e foram reprimidos.

Prisões no dia 14 de dezembro — Dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos cantando refrões de funk ostentação. Ao todo, 23 foram levados à delegacia.

Precaução excessiva no dia 21 — Polícia foi chamada pela administração do Shopping Campo Limpo e não constatou nenhum tumulto. Policiais permaneceram no local e entraram no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás.

Revistas em 22 de dezembro — Manifestantes foram revistados assim que chegaram ao local e um forte esquema policial foi montado.

Final da semana passada — O shopping JK Iguatemi – um dos mais luxuosos da cidade – conseguiu liminar na Justiça proibindo as manifestações, com previsão de multa de R$ 10 mil a quem fosse identificado causando tumulto. Outros quatro estabelecimentos também conseguiram liminar proibindo o ingresso de manifestantes.

Último sábado — A Polícia Militar de SP usou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, além de balas de borracha contra um grupo de aproximadamente mil pessoas que se reuniram para um rolezinho no shopping Itaquera, na zona leste da cidade.


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Xenofobia

   A xenofobia é um dos fenômenos mais presentes na história e também um dos mais característicos de nossa sociedade. Em uma definição mais geral, pode-se dizer que é uma aversão pelo que é diferente, pelo outro, que geralmente nos assusta com sua alteridade. Mas é também um termo usado para denominar um transtorno psiquiátrico que gera um medo excessivo, sem controle algum, ao que é desconhecido – objetos ou pessoas. Este conceito também se estende, de forma um tanto polêmica, a qualquer discriminação de ordem racial, grupal – em referência a grupos minoritários – ou cultural. Esta acepção causa uma certa ausência de clareza, pois é assim confundida com preconceitos, e nem todos eles são considerados fobias.
  O repúdio a culturas diferentes geralmente traz em sua essência o ódio, a animosidade, o preconceito, embora este possa provir também de outras raízes, como opiniões preconcebidas sobre determinados grupos ou coletividades, por pura falta de informação sobre eles; conflitos ideológicos que envolvem crenças em atrito, causados por um choque conceitual; motivações políticas e outros tantos fatores. É polêmico, porém, em alguns casos, definir se há preconceito ou xenofobia, como no episódio do Nazismo. Este fato histórico envolveu grupos e culturas diferentes, violência desenfreada, crimes hediondos, desencadeados por um grupo que se encontrava no poder na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, contra pessoas que eles julgavam diferentes e inferiores. Estes indivíduos não foram apenas mortos, mas torturados, manipulados geneticamente, utilizados como cobaias em experiências terríveis, o que descarta a presença apenas de fatores político-sociais, e dão a este acontecimento um caráter doentio.
   Hoje, nos Estados Unidos e na Europa, há um retorno da intolerância, principalmente contra os estrangeiros, e um certo avanço de um movimento que se denomina de neofascismo, com a eleição de partidos de extrema direita. Também se ouve falar, inclusive no Brasil, na constituição de novos grupos que se auto-intitulam neonazistas. A esses fenômenos os pesquisadores sociais costumam chamar de xenofobia, no seu sentido mais amplo. Mas não é complicado perceber nestes fenômenos fatores mais sociais, políticos, econômicos, do que psíquicos, embora não seja difícil atribuir aos mecanismos sociais mais recentes um componente de certa forma patológico.
  Em seu sentido mais restrito, a xenofobia tem como principal sintoma um medo descomedido e desequilibrado do desconhecido. Exclui-se assim o temor em seu aspecto natural. Deste ponto de vista, ela é considerada uma doença, causada por uma ansiedade de teor significativo, desencadeada após um período de exposição a um contexto ou a um objeto desconhecido e, por isso mesmo, assustador. As pessoas que apresentam traços tenazes de terror irracional e passam a evitar situações que consideram arriscadas, podem inclusive ser suscetíveis a uma crise de pânico. Com estes sintomas, o indivíduo tem sua rotina alterada e até mesmo prejudicada.